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Me chamo Fabiano Casaes Izabel, tenho 32 anos, sou brasileiro, carioca, muito bem casado, pai da Nina, vascaíno, analista de sistemas sênior e consultor de tecnologia.

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Recursividade
publicado em 27/06/2008, por Fabiano Izabel
É interessante estar em um local onde há muito não se esteve.

Dia desses, estive na rua onde vivi os dias que convencionei chamar de "Primeira Infância", período compreendido entre o dia do meu nascimento e o fatídico dia posterior ao dia das mães do ano de 1987, data de falecimento de minha avó materna Paulina, pessoa cuja saudade dói forte no peito até os dias atuais.

A primeira sensação foi de que toda aquela área geográfica era maior: o tamanho da vila, onde eu passava as tardes a brincar com meus amigos, a largura entre uma calçada e outra da rua, o tamanho do portão que nos separava do "mundo lá fora". Até mesmo a distância entre este portão e a parede que indicava o final da vila me pareceu ter sido drasticamente reduzida.

As casas da vila, em um processo inverso, estão completamente desfiguradas em relação às casas habitadas em minha memória: é impressionante como as casas de hoje, naquela vila, sofreram tantas transformações que as deixaram muito maiores do que foram em dias passados.

Infelizmente, era noite chuvosa e fria, o que fez com que os moradores daquela vila não estivessem sequer em suas janelas.
Não pude ver e, conseqüentemente, descobrir se alguma testemunha das minhas traquinagens infantis ainda mora naquele lugar.

Seria mágico ser convidado a tomar um café com leite bem moreninho - açucarado toda vida -, acompanhado de um pão francês bem quentinho e crocante, recheado com bastante manteiga e queijo prato, do jeitinho que algumas vizinhas nos ofereciam aos finais de tarde, esperta manobra para que encerrássemos a algazarra-nossa-de-cada-dia.

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